Fibromialgia
Entender é o primeiro passo para aliviar.
A fibromialgia é uma condição caracterizada por dor persistente e generalizada, frequentemente acompanhada por fadiga, alterações do sono, dificuldade de concentração e maior sensibilidade ao toque.
Hoje sabemos que a fibromialgia é um exemplo de dor nociplástica, um tipo de dor em que o sistema nervoso passa a processar os estímulos de forma mais sensível, mesmo sem uma lesão significativa nos músculos, articulações ou outros tecidos que explique toda a intensidade dos sintomas.
Isso não significa que a dor seja "psicológica" ou "imaginária". A dor é real e resulta de alterações na forma como o cérebro e o sistema nervoso interpretam e modulam os sinais enviados pelo corpo.
Na maioria dos casos, a fibromialgia pode ser controlada por meio de uma abordagem individualizada que combina educação em dor, exercícios terapêuticos, atividade física gradual e estratégias para melhorar o sono, o estresse e a qualidade de vida.
Nosso objetivo é reduzir a dor, recuperar sua funcionalidade e ajudá-lo a retomar suas atividades com mais segurança e confiança.

Sintomas comuns
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Dor generalizada em diferentes regiões do corpo.
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Sensibilidade aumentada ao toque ou à pressão.
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Fadiga persistente, sono não reparador, rigidez pela manhã, dificuldade de concentração e memória ("fibro fog").
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Maior sensibilidade ao frio, calor, ruídos ou outros estímulos.
O que pode contribuir
Sensibilização do sistema nervoso
Na dor nociplástica, o sistema nervoso torna-se mais sensível, amplificando a percepção da dor.
Fraqueza muscular
A redução da atividade física pode favorecer perda de condicionamento, fadiga e piora funcional.
Sono inadequado
Dormir mal pode aumentar a sensibilidade à dor e reduzir a capacidade de recuperação.
Estresse
Situações de estresse físico ou emocional podem aumentar a intensidade dos sintomas.
Sobrecarga física ou mental
Períodos prolongados de sobrecarga podem contribuir para o aumento das crises em pessoas predispostas.
Fatores biopsicossociaisEsses aspectos podem influenciar a intensidade dos sintomas e a resposta ao tratamento.
O que pode contribuir
Nosso tratamento é individualizado e combina diferentes estratégias para reduzir dor, melhorar a função e prevenir novas crises
Como tratamos
Nosso tratamento é individualizado e combina diferentes estratégias para reduzir dor, melhorar a função e prevenir novas crises
Educação em dor
Compreender o que é a dor nociplástica reduz o medo, melhora a confiança e ajuda a lidar com os sintomas de forma mais eficaz.
Exercício terapêutico
Exercícios individualizados promovem melhora da dor, do condicionamento físico, da força e da capacidade funcional. Números de repetições e carga são fundamentais para não aumentar a dor.
Terapia Manual
Quando indicada, pode ajudar no controle dos sintomas e facilitar o movimento, sempre integrada a um programa ativo de reabilitação.
Estratégias de autocuidado
Orientações sobre sono, manejo do estresse, organização das atividades e hábitos de vida fazem parte do tratamento.

A boa notícia
Sentir dor recorrente não significa que seu corpo esteja sendo lesionado toda vez que a dor aparece.
Na maioria dos casos, é possível reduzir significativamente a frequência e a intensidade das crises quando os fatores que mantêm esse ciclo são identificados e tratados de forma individualizada.
O que a ciência mostra
As evidências científicas demonstram que as dores recorrentes costumam ser influenciadas por uma combinação de fatores físicos, biológicos, psicológicos e sociais.
Por isso, as diretrizes atuais recomendam uma abordagem baseada em educação em dor, exercícios terapêuticos, progressão gradual das atividades e estratégias para melhorar a capacidade do corpo de lidar com as demandas do dia a dia, em vez de focar apenas no tratamento da crise.
Quando procurar ajuda?

Você sente dor em diferentes regiões do corpo há mais de três meses

Sua dor melhora, mas sempre volta.
As crises estão se tornando mais frequentes.
Limita suas atividades diárias ou de trabalho

Você deseja entender por que sua dor continua voltando, já que exames não justificam a dor.

Você evita atividades por medo de uma nova crise.

