Dor no quadril
Entender é o primeiro passo para aliviar.
A dor no quadril pode aparecer na virilha, na lateral do quadril, nos glúteos ou até irradiar para a coxa. Ela pode estar relacionada a diferentes condições, como artrose, tendinopatias, alterações articulares, sobrecarga muscular ou até mesmo ter origem na coluna lombar ou sacroilíaca.
Por isso, nem sempre o local onde você sente a dor é exatamente onde está sua origem. Uma avaliação completa é fundamental para identificar quais estruturas e fatores estão contribuindo para os sintomas.
Além disso, alterações encontradas em exames de imagem nem sempre explicam a intensidade da dor. Fatores como força muscular, mobilidade, capacidade física, sono, estresse e sensibilidade do sistema nervoso também podem influenciar o quadro.
Nosso objetivo é compreender a origem da sua dor, recuperar a função do quadril e devolver confiança para que você volte a caminhar, praticar exercícios e realizar suas atividades com segurança.

Sintomas comuns
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Dor na virilha, na lateral do quadril, na região dos glúteos e/ou dor que pode irradiar para a coxa.
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Sensação de "nó" ou músculo endurecido, rigidez muscular.
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Dor ao caminhar, correr ou subir escadas, ao levantar-se da cadeira, ao permanecer muito tempo sentado; dificuldade para cruzar as pernas ou calçar sapatos.
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Rigidez ou redução da mobilidade do quadril.
O que pode contribuir
Perda de força muscular
A redução da força dos músculos do quadril pode diminuir a capacidade de suportar as demandas do dia a dia e da atividade física.
Sobrecarga
Aumento repentino da atividade física, movimentos repetitivos ou cargas acima da capacidade atual do corpo podem desencadear os sintomas.Esforços repetitivos, excesso de treino ou permanecer muito tempo na mesma posição podem sobrecarregar músculos e fáscias.
Sedentarismo
A redução da atividade física pode diminuir força, mobilidade e capacidade funcional, tornando algumas atividades mais difíceis.
Sono e Estresse
Sono inadequado e períodos de maior estresse podem aumentar a sensibilidade à dor e influenciar a recuperação.

Alterações de movimentos
Limitações de mobilidade ou mudanças na forma como quadril, pelve e coluna se movimentam podem contribuir para os sintomas em algumas pessoas.
Sensibilização do sistema nervoso
Quando a dor persiste por muito tempo, o sistema nervoso pode tornar-se mais sensível, fazendo com que os sintomas continuem mesmo quando as alterações dos tecidos não explicam toda a intensidade da dor.
Como tratamos
Nosso tratamento é individualizado e combina diferentes estratégias para reduzir dor, melhorar a função e prevenir novas crises.
Educação em dor
Entender o que está contribuindo para os sintomas reduz o medo do movimento e ajuda você a participar ativamente da recuperação.
Exercício terapêutico
Fortalecimento dos músculos do quadril e membros inferiores, exercícios de mobilidade, controle motor e progressão de carga para recuperar a função.
Terapia Manual
Quando indicadas, podem auxiliar no controle da dor e na recuperação da mobilidade, sempre integradas a uma abordagem ativa de reabilitação.
Reabilitação funcional
Progressão individualizada para recuperar atividades como caminhar, subir escadas, correr, treinar ou praticar esportes.

A boa notícia
Ter dor no quadril não significa necessariamente que exista uma lesão grave ou que você precise parar de se movimentar.
Mesmo em condições como a artrose, o exercício terapêutico é uma das principais estratégias de tratamento.
O que a ciência mostra
As evidências atuais mostram que o tratamento da dor no quadril deve ser direcionado à condição identificada na avaliação, e não apenas ao local da dor.
Para muitas condições musculoesqueléticas do quadril, exercícios terapêuticos, educação, progressão adequada de carga e manutenção da atividade física são componentes importantes do tratamento.
Além disso, alterações encontradas em exames de imagem podem estar presentes também em pessoas sem dor. Por isso, os exames devem ser interpretados em conjunto com os sintomas e a avaliação clínica.
Quando procurar ajuda?
A dor persiste mais do que alguma semanas e tem crises recorrentes.
Caminhar ou subir escadas está ficando difícil. Limita sono, suas atividades diárias ou de trabalho ou lazer.

A mobilidade do quadril está diminuindo.
Você está evitando movimentos por medo de piorar o problema.

